Hábitos de risco têm aumentado o número de jovens com problemas auditivos

Hábitos de risco têm aumentado o número de jovens com problemas auditivos

Baladas, cinema, shows, fones de ouvido e trânsito comprometem a
audição dos jovens, podendo causar danos irreversíveis
Os jovens tem o organismo completamente desenvolvido e funcionando a todo vapor. Mas isto não significa que a
saúde não precisa de cuidados, especialmente os ouvidos. A otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou
Guimarães afirma que as novas tecnologias e o estilo de vida dos jovens atuais favorecem a perda de audição. “A
exposição intensa a sons altos é uma das principais causas de perda auditiva”
, aponta.
Os hábitos de risco têm aumentado o número de jovens nos consultórios e as queixas mais comuns são
diminuição da audição e zumbido. “Muitas vezes eles apresentam problemas de audição antes mesmo do que
seus pais e avós e isto é extremamente preocupante” , alerta a médica,
especialista em otoneurologia e responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de
Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Rita aponta que os
ouvidos sofrem em casa, no trabalho, no trânsito e até nos momentos de lazer.
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Dom, 20 de Maio de 2012 00:28
Em casa, o volume da televisão, do rádio e dos eletrodomésticos vão minando aos poucos a audição. As pessoas
investem cada vez mais em aparelhos potentes para assistir filmes e ouvir músicas. A diversão e os danos aos
ouvidos são garantidos. “A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o som não passe de 85
decibéis (dB). Neste volume a exposição deve ser no máximo de oito horas para assegurar que não haja
malefícios a saúde auditiva. A recomendação é adquirir eletrodomésticos e eletroeletrônicos com certificação para
que eles gerem um ruído que seja em um nível aceitável” , alerta a especialista,
coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba).
No trabalho, vários agentes nocivos estão relacionados à perda de audição. O ruído está presente na maioria dos
processos industriais, máquinas, motores e ferramentas. Mesmo que a exposição não seja constante, há grandes
riscos para o trabalhador. “Para evitar lesões nas células ciliadas da cóclea, órgão do ouvido, é recomendado usar
protetores auriculares e descansar a audição sempre que possível. Produtos químicos, metais pesados, solventes
e radiações ionizantes podem agravar os problemas auditivos” , observa à médica,
mestre em clínica cirúrgica pela (UFPR).
O trânsito é outro responsável pela piora da audição. O vai e vem dos carros gera um barulho de no mínimo 85 dB
e a buzina, aparentemente inofensiva, provoca um ruído de 100 dB – neste volume a exposição deve ser de no
máximo uma hora. Pessoas que passam várias horas por dia no trânsito são os que mais correm perigo. “Os
sintomas da perda auditiva surgem quando o quadro já está avançado. Em média, uma pessoa que tem o
problema leva sete anos para procurar ajuda e dar início ao tratamento, reduzindo as possibilidades de
recuperação”
, destaca.
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As baladas, shows e as sessões de cinema também fazem parte da lista dos vilões da audição. Em casas
noturnas, onde o barulho fica na faixa dos 120 dB, a permanência não deveria ultrapassar seis minutos. “Qualquer
lesão nas células auditivas é irreversível e não há um processo de reposição do corpo quando elas morrem. Ou
seja, somado ao envelhecimento e a morte natural destas células, o ser humano ainda corre o risco de ouvir
menos se ficar exposto por longos períodos em faixas de som muito altas. A prevenção é o melhor caminho”
, enfatiza.
Os cuidados com os ouvidos devem ser constantes, independentemente da idade. As crianças, jovens e adultos
precisam ter consciência dos riscos que o cotidiano está trazendo para a audição. Sem contar com os perigos da
tecnologia, como os celulares e fones de ouvido. “Para detectar qualquer nível de perda auditiva de maneira
precoce, o recomendado é fazer a audiometria anualmente. Exames complementares podem ser solicitados se
houver alguma alteração nos resultados e o acompanhamento é fundamental”
, finaliza.

Fonte: WinAudio/Revista

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