Dado alarmante: pessoas com perda auditiva levam até dez anos para procurar tratamento especializado

Estudo aponta que, a cada 10 decibéis perdidos de audição, chances de demência, como o Alzheimer, aumentam 27%.

Imagine um mal silencioso, indolor e gradual, que vai prejudicando as funções do organismo aos poucos, fazendo com que, ao se dar conta, os estragos causados já sejam evidentes.
Assim é a perda auditiva, uma doença que, ao contrário do que muitos pensam, não acomete apenas pessoas em idade avançada. Muito pelo contrário, está presente na vida de 16% da população mundial, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), sendo que, deste montante, apenas 30% são idosos. As causas são variadas, desde o hábito de escutar sons altos até a carga genética, da mesma forma que a intensidade e o tipo também são diversos.
Os sintomas, porém, costumam ser os mesmos (faça, você também, o teste simplificado, abaixo).
O que preocupa, além de tudo, sobre a característica silenciosa da perda auditiva é que, quanto mais tempo se passa sem o tratamento adequado e mais decibéis são perdidos de audição, maiores são as chances de se manifestarem outros males relacionados, como as demências, sendo a de maior incidência o Alzheimer. A OMS divulga, ainda, que pessoas com problema de surdez levam, em média, de sete a dez anos para procurar tratamento especializado. De acordo com pesquisa realizada por cientistas da Faculdade Medicina de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, a cada dez decibéis perdidos de audição, os riscos de demência aumentam 27%.

A fonoaudióloga especializada Dra. Vanessa Fonseca Gardini, da Pró-Ouvir Siemens Audiologia, em Sorocaba (SP), esclarece que o estudo norte-americano não comprova que a perda auditiva é a causa de demências. No entanto, evidencia que, ao colocar um aparelho auditivo adequado precocemente, o paciente com perda auditiva pode, sim, além de tratar essa perda auditiva, diminuir a chance do aparecimento de outras doenças, como o Alzheimer e como a depressão.

 

A privação sensorial causada pela perda auditiva, gera um isolamento social devastador, além da diminuição significativa das atividades cerebrais (como exemplo:atenção,entendimento de fala,memória) que, por sua vez, facilitam o aparecimento das demências”, destaca Dr. Vanessa.
Após cinco anos... um novo recomeço

Falta de concentração, de memória e até de orientação. Esses são, geralmente, sintomas de problemas neurológicos trazidos pela idade. Porém, o que muita gente não espera é que esses sinais podem também ser indícios de perda da audição.

 

Claudio Benedito de Lara, 66 anos, começou a sentir esses sintomas há cinco anos. O aposentado, que ainda continua trabalhando como técnico eletrônico e viu seu emprego e sua vida social virarem um verdadeiro problema, quando não conseguia mais se concentrar e escutar o que as pessoas falavam.
No trabalho, Claudio conta que a maior dificuldade era chegar até os endereços combinados com os clientes. “Comecei a ficar desorientado. As pessoas me passavam um endereço para consertar uma TV, eu anotava corretamente, mas não conseguia me orientar para chegar ao local”. Já, em casa, o aposentado apresentava dificuldades para assistir à televisão. “O volume tinha que ser muito alto”, relembra.
Com a falta de atenção e crescente dificuldade para entender a fala, que a perda da audição provoca, Claudio, que sempre foi uma pessoa ativa e comunicativa, acabava ficando recluso, evitando o contato com a família e os amigos. “Fui entrando em depressão por não conseguir entender o que as pessoas falavam. Eu estava totalmente alheio ao mundo”, diz.

Foi apenas com o passar dos anos que a família do aposentado percebeu que seu problema se tratava de perda de audição. “Fiz exames que comprovaram que eu não estava com problemas neurológicos e, sim, perdendo a audição”, afirma. Logo que recebeu o diagnóstico médico, Claudio procurou pela clínica especializada, onde recebeu todo o apoio necessário para superar a doença. “O paciente teve uma perda moderada em ambos os ouvido. Aconselhamos que usasse um aparelho auditivo adequado, para que tornasse a ter uma vida normal”, explicou Dra. Vanessa Gardini.
Há mais de dez dias usando o aparelho, Claudio conta que sua vida já está “entrando nos trilhos”. “Agora, estou mais concentrado, consigo ouvir se tem alguém andando atrás de mim ,quando alguém me chama,para dirigir e no convívio familiar, é como se a minha cabeça voltasse a funcionar, as ideias ficaram mais claras”, desabafa.

Teste, rapidamente, a sua audição:
1. As pessoas, geralmente, comentam que o volume de sua TV ou rádio está muito alto?
2. Você já deixou de receber visitas ou telefonemas porque não ouviu a campainha ou o telefone tocar?
3. Tem dificuldade em acompanhar conversas em locais com muitas pessoas e com muito barulho?
4. As pessoas parecem murmurar e não falar de forma clara?
5. Os outros comentam que você fala muito alto?
6. Costuma pedir que repitam o que disseram?
7. Amigos e familiares insinuam que você tem problema auditivo?
8. Você sente dificuldade em entender letras de música quando escuta rádio?

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