Perda auditiva, comum entre idosos, pode ser tratada

Apoio da família é fundamental para aceitação do problema e diagnóstico precoce

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Segundo estimativas do IBGE, o aumento da expectativa de vida da população brasileira deve quadruplicar o número de idosos no país, até 2060. Os dados, baseados nos números obtidos no último Censo, de 2010, apontam que teremos, aproximadamente, 58,4 milhões de brasileiros com mais de 60 anos até 2060. O país dos jovens caminha, a passos largos, para se tornar uma nação de idosos.
Este envelhecimento da população acende o alerta para problemas de saúde que acometem, principalmente, a terceira idade. Dentre os males, a perda auditiva aparece como uma doença cada vez mais comum e uma das mais importantes e degradantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência auditiva é o mais frequente déficit sensorial da população humana, afetando mais de 250 milhões de pessoas no mundo todo. No Brasil, mais de 15 milhões sofrem com o problema e destes, aproximadamente, 60% ignoram a doença.
Fonoaudióloga Dra. Vanessa Gardini _ Segundo a fonoaudióloga Dra. Vanessa Fonseca Gardini, a perda auditiva é uma doença que traz um grande impacto sobre a qualidade de vida do idoso
Segundo a fonoaudióloga Dra. Vanessa Fonseca Gardini, a perda auditiva é uma doença que traz um grande impacto sobre a qualidade de vida do idoso

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Dra. Vanessa Fonseca Gardini

De acordo com a fonoaudióloga Dra. Vanessa Fonseca Gardini, a perda auditiva é uma doença que possui um grande impacto sobre a qualidade de vida do idoso, pois a pessoa que não escuta se isola da sociedade, fica mais irritada e, em muitos casos, acaba sofrendo com depressão. “A perda auditiva é uma doença degenerativa e natural, que ocorre, na terceira idade, pelo envelhecimento do corpo. O problema está no reconhecimento da doença e na aceitação, visto que muitos idosos sofrem, há anos, com a perda auditiva, por não conseguirem identificar ou, mesmo, por não aceitarem o mal”, alerta a especialista.
Dra. Vanessa afirma que, neste momento, cabe à família e aos amigos mais próximos observarem o problema e ajudarem o idoso. É o caso de Maria Roseli Rogenski, que sofre com o problema há mais de 45 anos e, por vergonha, nunca procurou ajuda médica. Ela contou com o apoio das filhas para procurar auxílio e enfrentar o problema. “Na nossa casa, a televisão sempre esteve com o volume muito alto e a minha mãe falava gritando, sem perceber”, relembra Elisangela Rogenski, filha de Maria. Além do elevado volume da fala e da televisão, Maria, aos poucos, passou a ficar mais irritada e a se isolar do convívio familiar. “Às vezes, estávamos reunidos na sala conversando e minha mãe ficava alheia ao assunto, não comentava nada. Ela só percebia a conversa, quando gritávamos o nome dela”, afirma Andreza Rogenski, a outra filha.
Mesmo com as evidências, a família demorou a perceber que o problema de Maria era a deficiência auditiva. “Aos poucos, comecei a perceber que não escutava direito, mas tinha vergonha de falar para alguém ou de usar um aparelho”, ressalta a idosa.
O problema enfrentado pela família Rogenski é comum. Em vários casos, o paciente começar a dar alguns sinais de que está perdendo a audição, mas ninguém percebe ou, quando alguém nota, o grau da dificuldade já está elevado. “A perda auditiva é degenerativa e irreversível. Por isto, é extremamente importante diagnosticar a doença logo no início, para não agravar o quadro”, explica Dr. Vanessa.
Depois de muita insistência da família, Maria resolveu procurar ajuda médica. “Demorei muito para visitar um especialista e, hoje, perdi quase toda a capacidade auditiva de um dos ouvidos. Se eu tivesse procurado ajuda antes, o meu grau de perda seria bem menor”, lamenta.

Para ajudar a família a observar que o idoso está sofrendo com perda auditiva, a fonoaudióloga da clínica Pró-Ouvir Siemens Audiologia listou alguns comportamentos que indicam o problema:

· O idoso ouve a pessoa falando, mas não entende;
· Sofre para ouvir em ambientes com grande concentração de pessoas, como: igrejas, teatro e cinema;
· Não percebe alguém falando em ambientes ruidosos;
· Alterações emocionais, como: depressão, embaraço, frustração, raiva ou medo;
· Intolerância ou irritação a sons de moderada à alta intensidade;
· Isolamento social;
· Incapacidade de percepção de veículos se aproximando, panelas fervendo, alarmes e toque do telefone;
· Volume alto da televisão ou do rádio.

Tratamento
O diagnóstico da perda auditiva é realizado por meio do teste de audiometria, que avalia a capacidade de audição do paciente. “Diagnosticado o problema, é recomendado o uso de um aparelho auditivo. De fácil utilização, o paciente sai do consultório com sua capacidade recuperada”, explica a especialista.
“Hoje, uso o aparelho e comemoro os resultados. Antes, eu não conseguia ouvir os passarinhos e, agora, consigo ouvir tudo. O aparelho é discreto e muitas pessoas nem imaginam que eu uso, pois não conseguem nem notar”, frisa Maria Rogenski.

Aceitar a perda auditiva pode ser complicado em alguns casos e adaptar-se a um aparelho pode levar semanas, ou até meses. Segundo a especialista muitos idosos ainda imaginam que o aparelho auditivo é grande, incomodo e barulhento. Entretanto, atualmente, com o desenvolvimento da tecnologia, problemas corriqueiros enfrentados pelos primeiros usuários ficaram para trás. Hoje, os aparelhos são pequenos e discretos, quase imperceptíveis.

Para facilitar este processo de aceitação, a marca Siemens, por exemplo, trouxe para o Brasil a nova tecnologia Micon, que proporciona ao paciente uma audição com mais precisão e qualidade em todos os tipos de ambientes, até mesmo em uma festa ou dentro de um carro, em meio ao trânsito intenso. Além disso, já existem no mercado aparelhos à prova d’água, para tratamento de zumbido e até para crianças, que atendem a todos os tipos de perda auditiva, das leves até as mais severas. “Assim como os óculos, precisamos encarar o aparelho auditivo
como uma realidade acessível a todos os bolsos, que devolve a qualidade de vida a quem sofre de perda auditiva”, finaliza Dra. Vanessa.

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Comentários (2)

Arlindo Lopes Durao

19 Novembro, 2015
Ótima matéria, pensava que o uso do aparelho, por falta de estimulo,a tendencia seria piorar a audição.

Arlindo Lopes Durao

19 Novembro, 2015
Ótima matéria, pensava que o uso do aparelho, por falta de estimulo,a tendencia seria piorar a audição.

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