Doenças crônicas hereditárias podem provocar o surgimento da perda auditiva precoce

Fonoaudióloga fala sobre os principais causadores e os exames que permitem o diagnóstico precoce para o tratamento adequado.Quando se fala em perda de audição, normalmente, o problema é relacionado exposição prolongada a ruídos elevados ou ao envelhecimento natural, dois dos principais causadores. No entanto, outra questão que deve receber igual atenção são as predisposições, que, geralmente, estão relacionadas a doenças crônicas e heranças genéticas.Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP), alerta sobre os cuidados redobrados que deve ter quem possui casos de perda auditiva na família. ??As doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes, que costumam acometer diferentes pessoas de uma mesma família, são importantes desencadeadoras da perda de audição, pois afetam negativamente o organismo, inclusive o ouvido interno?, avalia.Enquanto as doenças crônicas têm potencial para provocar surdez na vida adulta e na terceira idade, problemas genéticos podem levar ao surgimento dos sintomas, logo ao nascer ou no decorrer dos primeiros anos de vida. ??Alterações no DNA dos pais podem motivar malformações genéticas no bebê. Essa criança pode nascer com deformidades físicas, limitações intelectuais e, muito frequentemente, com déficit auditivo?, comenta a especialista.Os fatores causadores da surdez demandam atenção e a realização de exames preventivos. Adultos com doenças crônicas devem fazer o controle desses problemas e consultar-se com um fonoaudiólogo, pelo menos, uma vez ao ano, para a realização de exames de rotina. ??Já, as crianças devem passar pelo teste da orelhinha e do pezinho, logo ao nascer. O primeiro verifica se há limitações auditivas já instaladas e o outro ajuda a detectar doenças genéticas, que possam vir a provocar prejuízos saúde, como a surdez hereditária?, diz a fonoaudióloga.Sempre que a surdez é detectada, independentemente do fator que levou ao seu aparecimento, é importante avaliar se o problema pode ser revertido. Alguns casos, como as perdas decorrentes de traumas e lesões, conseguem ser parcial ou totalmente curados, no entanto, a maioria dos casos, como os motivados por doenças genéticas e hereditárias, não possui reversão. ??O diagnóstico é feito com base em exames, como a audiometria e a impedanciometria, combinados com a análise do perfil do paciente?, detalha Dra. Vanessa.Com a confirmação do diagnóstico irreversível, mesmo assim, é orientado o início do protocolo de reabilitação. ??Hoje em dia, a perda auditiva definitiva pode ser corrigida com o uso de aparelhos auditivos?, destaca a fonoaudióloga. ??Os aparelhos são pequenos dispositivos eletrônicos, praticamente invisíveis, que depois de regulados com base nos resultados dos exames, devolve a audição praticamente normal?.Além disso, os aparelhos auditivos modernos possuem conectividade com smartphones e SmartTVs. ??Com estes recursos, é possível atender a chamadas telefônicas, ouvir música ou assistir a programas de TV com o som sendo enviado diretamente aos ouvidos?, enfatiza a especialista da Pró-Ouvir.O modelo e o preço do aparelho auditivo são determinados pelas necessidades do paciente e pelas funcionalidades agregadas. Atualmente, existem linhas de crédito especiais para aquisição pelo Banco do Brasil. ??Também é possível utilizar os recursos do FGTS para adquirir os aparelhos auditivos?, conclui Dra. Vanessa.


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