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Crescem casos de zumbido nos ouvidos

O zumbido é considerado o terceiro pior – no sentido de debilitante – problema que pode acometer o ser humano, atrás apenas da dor e de tonturas intensas e intratáveis, segundo pesquisa realizada pela Public Health Agency of America. Todas as demais doenças, como câncer, paralisias, cegueira e surdez, aparecem posteriormente na lista. Sendo assim, o zumbido é, muitas vezes, um problema que impede a vida normal e, em alguns casos, pode levar as pessoas a tomarem atitudes drásticas para tentar minimizar o incômodo.
De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Rafael Monsanto, o zumbido pode ter diversas causas e, por isto, o tratamento costuma incluir acompanhamento conjunto de várias especialidades médicas, englobando, além do otorrinolaringologista, também o cardiologista, o neurologista, o psicólogo e o fonoaudiólogo.  “Como, na maioria dos pacientes, as causas não ocorrem de forma isolada – é possível que diversas alterações estejam presentes na mesma pessoa – o diagnóstico do zumbido é um desafio e demanda investigação criteriosa por um profissional habilitado”, relata o especialista.
 
Causas
A causa mais comum vem de alterações do próprio sistema auditivo, podendo aparecer após infecções de ouvido (otites), envelhecimento (presbiacusia) ou decorrente de exposição a ruídos intensos por tempo prolongado. O segundo agente mais frequente são os problemas cardiovasculares, que incluem a pressão alta, seguidos das alterações do metabolismo, diabetes, distúrbios do colesterol e do funcionamento da glândula tireoide. Outras razões ainda incluem traumatismos cranianos, doenças neurológicas, meningites, malformações de vasos sanguíneos, uso de medicamentos (aspirina, anti-inflamatórios, alguns antibióticos e antidepressivos), alterações musculares (principalmente da coluna cervical), distúrbios da articulação da mandíbula (articulação temporomandibular) e as causas de fundo psicológico.
Monsanto explica que, como as causas do zumbido são diversas, o diagnóstico pode ser desafiador. “São necessários exames complementares para o diagnóstico preciso, visando principalmente a identificação de fatores predisponentes ou de piora. Um dos exames mais importantes, com essa finalidade, é a audiometria, utilizado para avaliar objetivamente a audição”, afirma.
 
Exames
O exame da audição é primordial, mesmo em pacientes sem queixas de problemas de audição, uma vez que podem existir alterações em algumas frequências que não são percebidas pela pessoa, mas que resultam no zumbido. Em algumas situações específicas, outros exames de avaliação da audição podem ser utilizados, incluindo a audiometria de altas frequências, a acufenometria, emissões otoacústicas e o potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE),explica Dra. Vanessa Gardini.
 
Além da avaliação da audição, é essencial a realização de exames laboratoriais para checagem do metabolismo, dado que alterações do colesterol, do açúcar no sangue, da tireoide e de algumas vitaminas podem ocasionar, ou aumentar, o zumbido. Em alguns casos específicos podem ser solicitados exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, pedidos quando há necessidade de investigação complementar.
 
Uma nova terapia, conhecida como Notch, promete combater o zumbido no ouvido, enfrentado por tantas pessoas ao longo da vida. A técnica utiliza-se de aparelhos auditivos de última geração, que são programados para cancelar a frequência do som idêntica à do zumbido. “O zumbido compromete a qualidade de vida das pessoas. Dependendo da gravidade, pode provocar depressão, dificultar o sono e, até mesmo, trazer prejuízos profissionais e isolamento social”, pontua Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos. “Com a nova tecnologia exclusiva, temos em mãos mais uma ferramenta, trazendo uma nova perspectiva ao tratamento desse mal”, destaca. (da redação)


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