Perda auditiva não tratada pode prejudicar a memória

Problema ocorre pois diminuição da audição reduz estímulos ao cérebro, que fica exposto a doenças degenerativas


Quando se fala em perda auditiva, a maioria das pessoas pode pensar que a única consequência do problema é a dificuldade em escutar, mas, você sabia que a deficiência pode causar muitos outros prejuízos à saúde? Um deles é a perda de memória!

Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP), explica por que isto ocorre. “Quando praticamos musculação, nossos músculos ficam fortes e mais resistentes, pois foram exercitados. Com o cérebro é a mesma coisa. Quanto mais estímulos, mais forte e sadio ele fica. Em compensação, a falta de atividades provoca efeito contrário, deixando o órgão mais fraco e sujeito a doenças degenerativas. É o que ocorre quando há perda de audição e o problema não é tratado. Os ouvidos deixam de enviar informações ao cérebro, que fica mais exposto a doenças como o mal de Alzheimer, perda de memória e demências”, detalha a especialista.

Esta constatação foi feita por um estudo da Universidade de Washington, em St. Louis, Estados Unidos, que examinou a atividade cerebral de pessoas com perda auditiva e também com testes de memória realizados com um grupo de pessoas de audição normal e outro com perda de audição.

Outro agente que colabora para a perda de memória é o estresse provocado pela perda de audição. “Quem tem perda auditiva normalmente precisa fazer muito esforço para entender o que as pessoas estão dizendo, o que acaba sobrecarregando o cérebro na tarefa da audição em detrimento de outras, como a memória”, ilustra a fonoaudióloga.


E como evitar este problema?

Dra. Vanessa explica que para evitar complicações devido à perda auditiva é fundamental saber identificar o problema logo no início e procurar o tratamento adequado. “É importante estar atento aos sinais da perda de audição, como: dificuldades em escutar, falar ao telefone ou em entender o que as pessoas estão falando, tanto em locais silenciosos, quanto barulhentos, além da sensação de ouvir zumbidos no ouvido”, elenca a especialista.

Se você se identificou com algumas destas situações, procure um médico otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, que irá avaliar o caso e se necessário, indicar a melhor forma de iniciar o tratamento.

“O diagnóstico e tratamento precoce da perda auditiva é fundamental para evitar problemas secundários, como os prejuízos à memória. Quando a diminuição da audição está definitivamente instalada, é recomendado o uso de aparelhos auditivos. Estes dispositivos são capazes de compensar a perda, devolvendo a audição praticamente natural ao usuário”, acrescenta Dra. Vanessa.

Os aparelhos auditivos modernos são pequenos e praticamente invisíveis. Atualmente existem modelos à prova d’água e com conectividade a smartphones e dispositivos como SmarTV e sistema de som veicular, via Bluetooth.

O preço do aparelho auditivo é determinado pelas necessidades do paciente e pelas funcionalidades agregadas. Atualmente existem linhas de crédito especiais para a aquisição deste tipo de acessório no Banco do Brasil.


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