Proouvir - Aparelhos Auditivos

Perda auditiva é gradual e é preciso cuidar do ouvido

"Meu filho falava comigo e eu não entendia, não ouvia direito, então ele me disse que eu precisava fazer um exame. Procurei uma fonoaudióloga. Eu estava perdendo um pouco da audição", lembra Aurea Pereira da Silva, hoje com 81 anos. Na época, há alguns anos, ela começou a usar um aparelho auditivo mas se incomodou. "O barulho dos carros atrapalhava, fiquei com a cabeça ruim e não quis mais saber. Fiquei cada vez mais surda", lamenta. 

Quando aceitou que teria de se adaptar ao aparelho, dona Aurea já registrava ainda mais perda auditiva. "Me esforcei para acostumar com o aparelho. É preciso ter força de vontade. No início eu ia dançar e o barulho da banda incomodava, agora acostumei. Hoje estou feliz. Ouço tudo. Eu viajo, vou a tudo quanto é lugar, vivo muito bem." 

Este depoimento é um dos casos que exemplifica como ocorre a perda auditiva na terceira idade: de forma gradual e geralmente notada primeiro por membros da família. É o que afirma a fonoaudióloga Vanessa Gardini, da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos. Cuidar do ouvido é muito importante, não apenas para poder escutar as pessoas. Estudos recentes apontam que a perda de audição influencia na saúde neurológica. "A falta de audição pode causar demência e Alzheimer em idosos, por isso já a partir dos 50 anos é recomendado inserir um exame audiométrico de rotina", informa Vanessa. 

Vanessa, que conversou com a reportagem durante uma pausa no evento em que estava, o 15º Encontro Internacional de Próteses Auditivas, em São Paulo, disse que as consequências da perda auditiva estavam entre os assuntos discutidos no local. 

Ao contrário de antigamente, em que as pessoas com perdas auditivas tinham vergonha de usar o aparelho porque aparecia, hoje isso não ocorre mais. Atualmente, os aparelhos auditivos são discretos, com tecnologia de ponta e conectividade com outros dispositivos, como celular e televisão, para diminuição do esforço auditivo. "Antes existia apenas dois ou três aparelhos para muitos casos, mas hoje são em torno de 600 aparelhos. A gente consegue personalizar para a necessidade de cada paciente e ainda é possível fazer financiamento."


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